Nuno Ávila | PERSONAE
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Nuno Ávila

Nuno Ávila | Jornalista, radialista

49 anos, nascido e criado em Coimbra, solteiro e bom rapaz, acrescenta. Desde cedo que soube que o jornalismo era o caminho a seguir. Tirou o curso na Escola Superior de Jornalismo, no Porto, porque em 1990 ainda não havia o curso em Coimbra. Lembra-se de, em 86, juntar um grupo de amigos: na altura havia muitos fanzines sobre “heavy metal”´, porque não fazer um sobre música portuguesa? Surge então o Luso Mania, que ainda perdurou uma série de anos, e vem daí a sua paixão pela música portuguesa. Em representação desse fanzine, foi dar uma entrevista à Rádio Universidade de Coimbra e por lá ficou. A RUC é, hoje, como uma segunda casa. Conduz o programa Santos da Casa – que conta já com 27 anos -, onde divide a apresentação com Fausto da Silva, todos os dias entre as 19h e as 20h. Tem também o Festival Santos da Casa que nasceu do programa homónimo de música, com o intuito de dar a conhecer novos valores da música portuguesa e que toma de assalto todos os espaços da cidade onde é possível mostrar som. A somar a isto tudo, Nuno Ávila acumula funções no Gabinete de Comunicação, da Câmara Municipal de Coimbra.

  • O que é que te inspira?

Tudo o que me rodeia: as músicas que oiço, os concertos que vejo, os meus amigos, as pessoas.

  • Que séries estás a ver?

Não vejo séries. Sou mais de filmes. O último foi Variações.

  • O que é que gostarias de ter aprendido em criança?

Tocar um instrumento. Guitarra.

  • O que é que gostarias de experimentar, mas ainda não tiveste coragem?

Saltar de paraquedas.

  • Quando sais à noite, em Coimbra, para onde vais?

Vou ao Académico beber uma cerveja e comer uma empalhada, depois jantar no Fórum, ir à Fnac ver discos, ver um concerto no Salão Brazil ou no Teatrão, regressar ao Académico e terminar a noite no Pinga Amor.

  • O pior da cidade?

Ouvir as pessoas no café a dizerem que não acontece nada em Coimbra.

  • Lugar favorito em Coimbra?

O meu quarto, onde estão os meus CDs e metade da minha vida.

  • Se pudesses telefonar a qualquer pessoa no mundo e falar durante 1 hora, quem seria?

António Variações. Tinha tantas perguntas a fazer que seria preciso mais que 1 hora. Perguntava-lhe: Onde é que ele foi buscar a inspiração para fazer temas tão fantásticos?; Como é que ele conseguiu enfrentar a estupidez das pessoas que estavam à frente das editoras e que não souberam dar talento à voz que ele tinha?, e tantas outras…

  • Qual o melhor álbum de sempre?

Pode não ser o melhor mas foi o que me despertou para a música portuguesa: o Mar D’Outubro, dos Sétima Legião.

  • Qual o filme que toda a gente deveria ver?

Cinema Paraíso (Giuseppe Tornatore, 1988).

  • Qual o livro que leste porque toda a gente leu?

Não sou muito de ler. Leio muito banda desenhada. Uma que me chamou a atenção para o autor, José Carlos Fernandes, foi Controlo Remoto, uma reflexão sobre televisão.

  • Qual o último país que visitaste?

Espanha. Fui passar música.

  • Qual o país que gostarias de visitar?

Inglaterra, para poder visitar a Rough Trade, uma loja de música. Apesar de já não ter espaço, continuo a comprar discos. Ainda ontem comprei 4.

  • Em que emprego serias terrível?

Polícia.

  • O que é que tens medo de perder?

A minha identidade.

  • Com quem dizem que és parecido?

Com a minha mãe. E também já me disseram que, se tirar os óculos, sou parecido com o Mr. Bean.

  • Um episódio que recordes com satisfação?

Um deles foi ter tirado uma fotografia dos Dirty Coal Train, num concerto no Salão Brazil, e eles pedirem-me a foto para utilizar na capa de um vinil.

  • Que vício gostarias de não ter?

Comprar tantos CDs.

  • Se pudesses partilhar o microfone com alguém, quem seria?

Há uma pessoa que me inspirou muito na forma como faço rádio, o Luís Filipe Barros. O senhor tinha um programa na Rádio Comercial chamado Rock em Stock, e tinha uma forma muito expansiva de fazer rádio. Chamavam-lhe o Sr. Berros.

  • Qual a tecnologia mais assustadora nos nossos dias?

Até há pouco tempo eram estes novos telemóveis mas, desde que comprei um, já me habituei.

  • O que é que trazes sempre contigo?

A boina. Tenho um problema capilar e, por recomendação médica, comecei a usar. Hoje em dia, é quase uma imagem de marca.

  • Uma expressão que uses muito?

Portem-se mal! É como acabo sempre o Santos da Casa.

Associa palavras 

actor – Nuno Lopes
filme – Cinema Paraíso (Giuseppe Tornatore, 1988)
música – Sete Mares (Sétima Legião)
comida – Cozido à Portuguesa
bebida – água
objectivo – ser feliz
infância – boa
guilty pleasure – os Wham!
pessoa – a minha mãe
cor – preto

Preferias esquecer quem tu és ou quem são os outros?

Preferia esquecer quem eu sou, se continuasse a saber quem são os outros. Tinha, pelo menos, alguém que me pudesse ajudar a descobrir quem eu sou.

Fotografia: João Azevedo
Texto: Célia Lopes

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